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Quarta-feira, Janeiro 17, 2007WHEN YOU WERE YOUNG
You sit there in your heartache Waiting on some beautiful boy to To save you from your old ways You play forgiveness Watch it now Here he comes He doesnt look a thing like Jesus But he talks like a gentleman Like you imagined When you were young Can we climb this mountain I dont know Higher now than ever before I know we can make it if we take it slow Let's take it easy Easy now Watch it go We're burning down the highway skyline On the back of a hurricane That started turning When you were young And sometimes you close your eyes And see the place where you used to live When you were young They say the devil's water It ain't so sweet You dont have to drink right now But you can dip your feet Every once in a little while I said he doesnt look a thing like Jesus He doesnt look a thing like Jesus But more than you'll ever know
-------------------- Sábado, Janeiro 06, 2007STRIP![]()
-------------------- Quinta-feira, Janeiro 04, 2007JUSTIÇA ?Hoje eu resolvi escrever algumas linhas a respeito das minhas impressões sobre a execução do ex-ditador Saddam Russein. Egocentrismo e veneração à própria imagem constroem basicamente a essência dos ditadores contemporâneos e Saddam Russein não fugia dessa regra, punindo com requintes de crueldade seus opositores, o quê resultou em sua condenação à pena de morte num julgamento repleto de contradições. Desde sua captura até sua morte, presenciamos uma sequência de violações intoleráveis aos acordos internacionais relativos aos prisioneiros de guerra. A execução de Saddan Russein mostrou como é fina a linha que separa a justiça da vingança, como o juiz vira justiceiro ao quebrar as leis em favor de interesses próprios ou de uma minoria. Ao fazer isso, o Primeiro Ministro iraquiano criou um martir sem méritos que até o último momento usou sua imagem à seu favor, numa ação desastrosa onde o único objetivo era satisfazer a minoria xiita iraquiana. Nessas horas vale a pena lembrar que justiça ainda é um ato de correção através da punição, e a pena de morte não se encaixa nessa definição. Sim! Eu sou contra à pena de morte, integralmente. Justiça deve ser aplicada com humildade, severidade e responsabilidade e não em igualdade ao crime. Afinal, qual tipo de sociedade pretendemos criar? A tolerante que aplica suas leis com rigorosamente ou a intolerante que segue o desejo e interesse particular daqueles que ocupam o poder? Isso vale ao Brasil também, onde nosso Presidente classificou como terrorismo os recentes acontecimentos na capital carioca, sem avaliar que suas palavras são armas para os grupos justiceiros. Esses crescem a cada dia nas grandes capitais brasileiras, alimentados por essa sede de vingança mascarada de justiça, apoiando-se na estrutura falida de segurança urbana do Estado e no medo da população. Ditaduras ou governos extremamente populistas geralmente originam-se dessa forma, quando abrimos a mão de nossos direitos e dos alheios em favor de valores distorcidos patrocinados por uma minoria sedenta por poder. Tenho receio por nós, por nossa sociedade e por aqueles que ainda virão. Nossos valores éticos desaparecem um pouco a cada dia nas diferentes esferas da sociedade e não vejo como recuperá-las sem o empenho, pelo menos, da maioria. Mudanças são necessárias mas quem se fará presente para executá-las?
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